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Memórias da M por Rita Mexia

Quem é que se imagina velho, cheio de rugas? 
Eu experimentei aquela aplicação que andou aí na berra e vi, naquela imagem, a minha expressão, a minha mãe, o meu pai, os meus avós, os meus tios.
Um bocadinho de cada um em cada ruga!
Incrível como à medida que crescemos nos vamos parecendo mais com os nossos familiares. Não acham?
Não me choca esta onda. Não deixo de viver o "agora" pela projecção do "futuro".
Não deixo de sonhar hoje, com medo de me esquecer daqui a 30 anos.

 Escrevi um texto meu instagram (que vos convido a seguir) e que aqui, hoje, completo, a propósito da fotografia onde passei dos 39 aos 75 anos em 5 segundos (que é mais ou menos o tempo que cá andamos).
 Ora vamos a isto!
É assim que me vejo aos 75 anos!
 "Velha gaiteira em 2055, trabalhou apaixonadamente até 2050, vive feliz num Lar catita com vista para o mar entre amigos e família, faz voluntariado com crianças, passa temporadas em São Tomé e Príncipe (terra de sonho pela qual se apaixonou perdidamente em 2006), continua a adorar praia, aos 75 anos tem a pele enrugada e morena do sol que lhe aquece a alma, sonha acordada, vive apaixonada, acredita e confia que a vida se resolve sempre sozinha, continua a ler e a escrever todos os dias. Sem excepção.
Em 2055 tem um blogue renovado (seja lá o que isso for na altura) intitulado “As memórias da “velha” M “onde escreve para os 6 netos. Todos rapazes. Eles, não leem nada, mas fingem (e bem!) que sim.
Os filhos são amigos inseparáveis, apesar dos 5 anos que os separam. Os netos são todos da mesma geração. Os 6 afilhados e os sobrinhos são amigos e partilham entre si gargalhadas à volta da madrinha gaiteira de unhas vermelhas, blush, cabelo pintado e esticado.
Os filhos, netos, sobrinhos e afilhados visitam-na no Lar sempre que a vida permite e contam-lhe histórias. Ela, guarda-as todas.
Continua a gostar de estar sozinha, de passear à beira mar, de beber um copo de vinho, fumar um cigarro, continua a gostar de viver.
Tem 75 anos e acha que a vida ainda "agora" começou!
Gosta de música, de dançar, de viajar, de se sentir viva e apaixonada.
Tem, em 2055, na cabeça e no coração, o maior tesouro…. As suas memórias! 
As memórias do passado, as memórias do presente e a expectactiva no futuro que a fazem manter-se viva, feliz e sorridente."


Quem me dera que assim seja! 👏
um beijo no ❤
Rita 








"Soube há pouco de mais dois amigos que se separaram. Assim, calma e civilizadamente com uma certeza que arrepia, especialmente a quem, como eu, os conhecia e imaginava impossível esse desfecho. 
Davam-se bem, eram compatíveis, no mesmo patamar intelectual, lavadinhos e cheirosos e ele diz-me "Estava farto daquilo, do de sempre, a vida há-de ter mais para mim".
Não tive resposta na ponta da língua como é meu hábito, turvou-se-me o olhar e a voz na garganta.
Tenho agora.
A vida trazer-te-á mais coisas T., com certeza. Não sei é se serão melhores.
Fomos criados no mundo dos estímulos, do consumo, da vertigem e nada nos chega.
Os nossos filhos nunca são suficientemente bons, bonitos ou geniais e enchemo-los de dietas, laços e desportos. O emprego é sempre aquém do que queremos ou podemos fazer.
O carro está velho e a casa pequena.
Os amigos estão maçadores e cheios de defeitos, o cinema cheira a mofo. Já ninguém come carne guisada com ervilhas porque o Oliver inventou que cozinhar é sexy e há sempre coisas mais difíceis e estimulantes para fazer.
É assim no amor e no desamor.
Não acho que as pessoas devam ficar juntas toda a vida se não se amam ou respeitam e sou profundamente grata ao Criador pela invenção do divórcio que os seus pastores não defendem.
Às vezes enganamo-nos com as pessoas como nos enganamos com tanta coisa e devemos ter o direito de pedir desculpa e bater em retirada, nem aos meus filhos eu obrigo a comerem o que não gostam até ao fim. Mas levo-os a experimentarem e insistirem um bocadinho até que percebam se não gostam mesmo ou só estranham o desconhecido.
Passeio os olhos pelos títulos das revistas, pelos posts dos blogues e tudo nos diz que o amor deve ser espectacular, que na cama devemos dar duplos mortais encarpados, que o próximo jantar deve ser confitado com uma merda qualquer, que a próxima viagem tem que envolver destinos exóticos e comidas afrodisíacas. Que não podemos aparecer doentes ao nosso amor, que ele tem que usar aquelas camisas paneleiras com dois colarinhos mesmo quando está a cortar lenha, que ele tem mesmo que cortar lenha ainda que em casa só hajam radiadores e que nós temos que lavar a loiça em cinto de ligas e acessórios bondage.
Ninguém defende mais do que eu que as relações devem ser cuidadas, que o amor não resiste sem cerimónia e encanto e pequenos truques de magia. Mas isso é o que se faz ao amor, não é o amor em si mesmo.
O amor também é acordar despenteado e dar um beijo antes de lavar os dentes sem achar estranho, pedirmos mimo quando estamos doentes e parecemos um cruzamento do Nelo Monteiro com o Chucky - o boneco assassino e ver um filme, beber café, discutir, chorar, perder a fé, fazer cedências, ficar doido ou doida de raiva, desiludirmo-nos, desencantarmo-nos, pedir desculpa com ou sem razão e com ou sem intenção.
É sair à noite e dançar e dar beijos na boca como se fosse a primeira vez, quase fazer amor no carro tal é a urgência, é a feira da semana e o supermercado aos gritos e nem se dar por isso ou dar-se mesmo por isso e pensar que nós é que temos razão quando queremos comprar online e porque é que eu ainda vou na conversa deste/a gajo/a.
É adormecer sossegado e protegido como um bebé e acordar feliz porque está ali o cheiro do outro que já passou a ser nosso ou rabugento porque ele/a acendeu a luz - Para quê? Se me amasses partias os dedos dos pés e pisavas o gato mas não acendias a luz enquanto eu estou a dormir.
O amor é uma coisa simples que às vezes se torna excitante. É bitoque que tem dias que sabe a lagosta, leite quente com chocolate que em algumas alturas borbulha como champagne. Há noites em que é ácido como limão. Mas é um alimento certo, uma refeição quente, de casa. Garantida.
E vem das mais diversas formas.
-Já chegaste?
-Já. Está muito frio. Agasalha-te bem, a ti e às crianças.
Não sei o que é que a vida nos pode reservar que seja muito melhor que isto."

Texto absolutamente genial, 
 escrito por 
Patrícia Motta Veiga

Um beijo no coração,
Rita 


Sou daquelas pessoas que, quando recebe uma notícia menos boa, tem que desabar.
Preciso ir lá abaixo, preciso chorar, preciso estar sozinha uma horas, arrumar ideias, por uns pensos rápidos no coração e seguir em frente.
A partir do momento em que volto à tona, dificilmente volto a deixar-me cair. Sempre fui assim!
Ontem foi um desses dias...
Um dia em que, apesar de eu já saber, tive a confirmação que virão dias encobertos em que o sol apenas espreitará tímido.
Não sou pessoa de desistir de nada na vida. Nunca desisti. Às vezes, apenas aparento ter desistido, mas a verdade é que estou cansada e de estar sempre de mangas arregaçadas.
Apetecia-me descansar um bocadinho…mas pelos filhos viramos o mundo ao contrário!

Ontem dei por mim a pensar na dificuldade que é ser mãe (e pai, naturalmente). Nos desafios que a vida nos coloca, nas adversidades que se atravessam. Dei por mim a constatar com os meus botões que educar é uma das tarefas mais difíceis da nossa vida.

Educar um filho requer habilidade, persistência, muita paciência e doses industriais de amor e compreensão.
Isto parece linear? Não é!!!
Planeamos um filho: "nasce lindo, cresce saudável, será um bom aluno, bem educado, uma criança sociável, um jovem atinado e um adulto com valores".
É isto que todos queremos!! Isto!! Mas a verdade é que nem sempre assim é e, pelos filhos, pelo bem dos nosso filhos, anulamos decisões para a nossa vida, anulamo-nos como pessoas porque eles são a principal prioridade das nossas vidas e nem tudo é como planeamos nos sonhos.
Os filhos não são extensões dos nossos sonhos! Os filhos são seres autónomos que têm personalidade, opinião e poder de decisão e nós, temos que ter a capacidade de mudar a rota. Mudar a rota e ser feliz!
A nós, pais, cabe-nos a difícil tarefa de orientar. E será que orientamos no caminho certo? Será? Será que as bases que lhes damos são aquelas que, efectivamente, eles precisam? Será que a bússola que definimos à partida é aquela que melhor se adapta à realidade?

Ontem o meu mundo desabou.
Hoje reergueu-se... Como sempre na minha vida.
Caio, levanto-me, volto a cair e levanto-me novamente.

Os meus filhos tiram-me anos de vida mas caraças… vale tanto a pena!
 O João há-de ser o Investigador que ambiciona ser e o Duarte será o Artista Plástico que aparenta querer ser, mesmo com todas as partidas e dificuldades que a vida lhe tem posto no caminho.

Só quero que eles sejam felizes.
O resto? O resto vem!

Um beijo no coração,
Rita 




Imagem @ Huawei Mobile Portugal


#OFERTA (não vão vocês vir aqui dizer que estou a infringir a Lei e cenas)

Esta é a Star. A intérprete de Língua Gestual da app #storysign da Huawei Mobile Portugal.

Sabiam que há cerca de 32 milhões de crianças surdas no mundo?
“O StorySign é uma aplicação gratuita, que tem como objectivo ajudar crianças surdas a ler, interpretando em língua gestual o texto de livros previamente selecionados. Através do poder da Inteligência Artificial e da realidade aumentada, o StorySign dá vida a estes livros e permite às crianças surdas desfrutar das suas história como qualquer criança merece.” ♥️

É conhecida a missão a que me propus quando o Duarte nasceu.
As missões são para levar a sério e esta é, sem dúvida, um caso sério de amor.
A Huawei Mobile lançou esta app maravilhosa que ajuda os meninos surdos no desenvolvimento da leitura.
A maioria das pessoas não sabe, mas os surdos (profundos, moderados ou graves; não interessa o grau) tem dificuldades na aprendizagem da leitura.
Esta app é para todos!
Os que são #surdosqueouvem e são oralizados, para os que não são e falam através de Língua gestual e para todos os meninos que queiram aprender.
Aprender Língua gestual devia ser obrigatório nas escolas e eu quero muito que o Duarte aprenda. Não só pelo receio do futuro, mas porque o saber não ocupa lugar!
Agradeço à Huawei Mobile Portugal a oferta dos livros que estão disponíveis na app #storysign.
Esta app é gratuita e está disponível para Android e iOS.
Vamos ler e aprender?
Vamos a isso!

Um beijo no coração,
Rita 

Imagem | Google










Fui ontem ver este filme.

"Impactante" é a palavra que encontro para o definir.
Saí a achar que não tinha gostado. Saí a suspirar com a tensão dos 121 minutos naquela sala de cinema. Saí a precisar de apanhar ar puro para reflectir.
Gosto de sair do cinema (como gosto de ler um livro) e ficar a pensar nele, a processar a informação, a reter ideias, a interpretar o que vi e ouvi.
Este filme é muito mais do que um relato de um artista falhado (sendo simplista e não spoiler para quem ainda não viu 😊 ). 
É o retrato da sociedade egoísta em que vivemos, é o retrato de muitos “Jokers” que se cruzam diariamente connosco. É a linha ténue que separa a esperança do desespero, a violência da desistência, a infelicidade da obrigatoriedade de uma felicidade - nem que seja fingida.
Vi este filme com o coração na mão (e de mão dada com a minha "mana" Marta que, desde sempre, tem pavor de palhaços e que se encheu de coragem e foi comigo ver o filme!).

Vi, nesta personagem absolutamente fascinante, o olhar de alguém que conheço e que me desconcertou. Vi um olhar que grita socorro, um olhar e uma linguagem corporal que exalta os fantasmas, os medos, o fracasso, a profundidade da complexidade humana que vai muito para além do que os nossos olhos acelerados conseguem alcançar.
Este Joker é o retrato de uma sociedade exigente, o retrato de uma sociedade que não suporta “gargalhadas” maiores que a sua. Uma sociedade onde o Ego se sobrepõe à inteligência e à diferença.

O poder de algo que nos bate de frente e que se prolonga no tempo, é absolutamente arrebatador.
Sonhei com o filme. Andei o dia todo com “aquele” olhar e com aquela linguagem corporal na cabeça.
Aquele "olhar" que tantas vezes menosprezamos nos outros e que com toda a certeza já menosprezámos em nós próprios.
O medo aterrador de uma profundidade que não queremos ver à superfície.
O medo de termos um bocadinho de "Joker" dentro de nós. 
E temos. 
Todos.
Só não vê, quem não quer.

Joker: que murro no estômago! 

Um beijo no coração,
Rita


Foto telemóvel - Janeiro de 2018 a fazer os moldes para os Super Poderes

(texto publicado  no dia 17/10/2019 no meu Instagram e partilhado no facebook)


Hoje, antes de ir para a cama, o Duarte chamou-me para dizer que estava um barulho assustador no quarto. Um barulho horrível, um som que vinha da janela.
Abri a janela e ele espantado, disse:
- mãe, isto é a chuva! Estou a ouvir a chuva! Eu consigo ouvir a chuva!
Não consigo explicar por palavras o que os olhos dele me disseram, mas posso garantir-vos que este miúdo, todos os dias, sente emoções novas. Todos os dias se espanta com algum estímulo novo!
Já tinha ouvido a chuva, mas nunca como hoje lhe tinha feito tanto sentido!
Uma coisa tão simples fez do dia dele um dia mais feliz (e do meu também!)
Foi dormir todo contente:
- xiuuu, mãe! Não vês que estou a ouvir a chuva?
♥️


(Nesta foto, em 2018, a fazer os moldes para os seus Super Poderes)


Com Amor,
Rita 

Imagem retirada do video promocional produzido para O Boticário











O amor ocupa tempo. Faz-nos pensar. Faz-nos respirar.
Obriga-nos a definir regras, prioridades e responsabilidades.
O amor ocupa lugar. 
O amor apanha-nos de véspera. Sempre!
Vem e fica… para sempre!
O amor é chocolate com pimenta!
O amor fere de morte, corrói a alma, dá trabalho. 
O amor é bipolar, é apaixonante, é fogo ardente. 
O amor tem cheiro a arroz doce e a algodão doce e solta-nos os melhores e mais profundos suspiros, os melhores sorrisos e os maiores improvisos.
Só no amor a divisão se multiplica. Só no amor, a multiplicação acontece!
Só no amor existe apenas amor!
Amor! A palavra mais bonita a par com a Saudade.
Amor e saudade andam de mãos dadas. E que bom que é vê-las juntas!
A saudade do que se viveu, do que partiu, saudade do passado que não volta, saudade do amor avassalador, saudade dos filhos pequenos, dos cheiro dos filhos recém nascidos, a saudade do que fomos, do que queríamos ser,  saudade de nós, saudade dos nossos; dos que nos fazem falta.
A saudade não é solidão! 
A Saudade é uma prova de amor que nos ocupa tempo. Ocupa Lugar! Faz-nos respirar! Faz-nos (re) viver!

«Amor e Saudade» 
Duas das palavras que me definem aos 39 anos.
E que bom que é saber apreciá-las e compreendê-las. Cada uma à sua maneira. Cada uma no seu tempo.

(isto deve ser da aproximação a passos largos dos maravilhosos e ternos 40 anos! Não liguem! Isto passa 😊)

 Com Amor (e Saudade),

Rita 


BabyShower Zé Maria - 12 de Outubro
Santarém
Vou ser tia e estou tão feliz que preciso partilhar este amor ao mundo!!

Vou ser tia, vou ter um sobrinho!
O ZM nascerá em Janeiro e trará com ele o Ano Novo, um novo ânimo à nossa família, a união, todo o brilho que um bebé carrega, o cheirinho de recém nascido, o choro pelo colo da mãe e do pai, todo o amor num Ser humano pequenino que trará a esperança de uma nova perspectiva de vida.

Tenho por este bebé a caminho um amor tão grande, como tenho pela mãe dele.
Meu querido sobrinho Zé Maria, filho da minha “irmã” caçula. Que sonho!!
Aquela irmã que Deus me deu, irmã da outra irmã que Deus também me trouxe; as minhas primeiras bonecas de verdade.
Eu e a Catarina tivemos sempre uma cumplicidade muito própria.
Somos parecidas, temos feitios iguais, completamo-nos.
Temos, as três, a tatuagem de um Sol cravada em nós, temos no pulso um trevo de 4 folhas que nunca largamos, somos âncora umas das outras.

A minha mana "Kate" vai ser mãe!
Eu vou ser tia! A minha mana Marta vai ser tia!! 
Já vos tinha dito que estou muito feliz?

Que venha cheio de saúde.
O Amor encarregar-se-á de o fazer crescer bonito e saudável.

Com Amor,
Rita (a tia mais babada do mundo!)


6 de Outubro de 2019 



Gosto destes últimos dias de praia. 
Gosto da brisa do mar, da neblina no céu, do mar revolto com a mudança de estação, do sol que não desiste.
Gosto da cumplicidade dos banhistas de Outono! 
Como se, num aceno de cabeça ou um sorriso camuflado, nos sintamos os verdadeiros amantes de praia (e da vida, acrescento!)
Aqueles que não desistem às primeiras. Que insistem. Que não desistem.

A praia está despida. De coisas e de gente.
As pessoas mais leves, as lancheiras já não pesam e o areal extenso.
Sentimos o mar mais quente e o sol menos teimoso.
Há quem vá ao ginásio, há quem vá correr, há quem faça terapia e há quem, como eu, vá à praia apenas para respirar melhor.
Tivemos ontem, eu e os meus filhos, um dia de praia melhor que muitos em Agosto. 
Muito melhor!
É Outono a dar cartas ao Verão (como de resto tem sido hábito nos últimos anos).
Sol firme, céu azul, sem vento, água quente, areia morna, espaço para jogar rugby, para brincar, para correr, espaço para viver e sentir.
Despedimo-nos ontem com um grande e bonito pôr-do-sol como pano de fundo.

Venha o frio, a chuva e as mantas.
Temos a alma quente para os próximos meses. 
Estamos prontos (o Duarte menos pronto…  ainda não se mentalizou que acabou a praia 😊. Esta manhã acordou e perguntou em jeito de afirmação: “Mãe, vamos à praia não vamos?!”)


Com Amor,
Rita 

Quando este convite chegou, nem pensei duas vezes e aceitei.
O Boticário é uma marca que sempre me transmitiu boas sensações e boa energia!
Sempre me lembro de ter produtos em casa, a minha mãe é fã, eu tornei-me, e não há nada que esta marca faça que não tenha amor envolvido.
Esta história - em forma de inspiração - deixa-me profundamente orgulhosa do caminho que percorremos.
Nem foi tudo fácil, tivemos momentos de tristeza e em que nos sentimos perdidos, mas tudo na vida precisa de foco e determinação e virámos esta história! 
Demos a volta e fizemos dela uma missão de amor.
“O meu maior sonho era ser mãe. Sempre achei que a melhor forma de escrever uma história, era ter filhos!”
Tenho dois filhos incríveis: O João e o Duarte.
Tenho dois filhos iguais aos meus olhos de mãe porque no amor não há diferenças! No amor só existe amor!
O amor tem super poderes!
Vejam o vídeo AQUI e/ou AQUI partilhem, comentem o que vos vier ao coração.
Agradeço ao O Boticário pela confiança e pela partilha desta nossa história em forma de inspiração!!

Com AMOR!
Rita 



Hoje é o Dia Mundial dos Sonhos (World Dream Day) e eu decidi reler o texto que escrevi há uns meses.
Este texto, tem tanto de verdadeiro como de actual e hoje faz-me sentido voltar a publicá-lo!

"Vivo a vida a correr sem saber bem onde vou chegar. Vivo com o coração acelerado, os passos coordenados, os planos alinhados. Vivo os sonhos até me faltar o ar.
Sonho acordada, durmo iluminada pelo verbo “Confiar” e acredito piamente que a vida sabe bem até onde me vai levar.
Peço à vida que não fique para depois porque o depois é sempre longe demais para quem vive os sonhos acordado sem receio do que segue sem parar.
Os sonhos, os planos, os desejos, podem caber na palma da mão, e serem maiores que o mundo. Depende da perspectiva. Depende sempre da perspectiva.
Somos do tamanho dos nossos sonhos!
Basta acreditar!"


Estou a dias de partilhar ao mundo (mais uma vez e de uma forma tão bonita) a minha/nossa história de amor e, hoje, mais do que nunca, acredito que na vida nada acontece por acaso. Nada! 

Um beijo no ❤
Rita 





Campanha publicitária 

Não é para criar suspense (nem nada que se pareça) mas a verdade é que ainda não estou em mim com a beleza que aí vem!
Acho que fizemos uma coisa “bonita” e espero que gostem quando for partilhado. 
♥️
Falar de Amor é sempre bom.
Falar do amor aos meus filhos, das adversidades, da missão de Amor que a vida me deu, é um privilégio que me concederam com um convite que aceitei sem pestanejar!
Sempre sonhei ser mãe. Sempre!
Ter filhos é, sem dúvida, a melhor forma de escrever uma história!
Partilharemos a nossa “bolha de Amor”, em breve!
🙏🏻
♥️

Com amor,
Rita
#amor #amordemae #amorsemdiferencas


10 de Setembro de 2019 - 1º dia do 1º ano
Duarte

Ainda "ontem" escrevia aqui para o João no primeiro dia do inicio do 1º ciclo, e hoje, 5 anos depois, estou a escrever para o Duarte.
Raio do tempo…
Os meus filhos são mesmo a água e o vinho!
O João era interessado, motivado, queria ver tudo, saber tudo, era desprendido, queria aprender, queria voar, já era mega falador, distraído, queria conhecer o mundo, já evidenciava o gosto pelas Ciências e o primeiro dia de aulas do 1º ano foi vivido com uma emoção que recordo até hoje.

O Duarte não está nem aí! Nada preocupado, nada interessado, muito bebé ainda, só quer pintar e fazer desenhos e a preocupação dele é se já não vamos mais a praia! Isso é que lhe interessa saber!! 😊
A escola, rever os números, rever as letras, voltar a olhar para a Cartilha... não está nada para aí virado ainda. Nada!
O que o Duarte gosta mesmo é de pintar, de criar, de desenhar, de sonhar. 
É um miúdo de rua, gosta de ar livre, de andar ao vento e ao sabor dele, gosta de andar descalço, de dar mergulhos no mar, de subir às árvores, gosta de se encostar na cama e voar na imaginação como voam os seus super heróis no mundo deles.
É um miúdo feliz no seu mundo, nos seus desenhos, nas cores que usa e abusa, na vida em forma de arco-íris em que vive!

Os meus filhos são tão diferentes… mas sabem que mais?
É deixá-los ser o que quiserem, no tempo deles sem pressão e sem urgência que cresçam.
O truque é dar tempo ao tempo!
A vida acontece na mesma!
Basta dar-lhe o espaço necessário para ela acontecer!

Bom Ano Lectivo a todos!
Bom regresso às rotinas!
Bom Ano Novo!

Um beijo no coração ❤

Rita





Rosa Vilas Fotografia



Esta fotografia foi tirada em Agosto de 2013.
É das fotografias mais bonitas que tenho com os meus filhos.
Nesta altura já sabia que a audição do Duarte estava em défice e sabia que, nada a ver com a audição, aos 2 anos o esperava uma operação delicada: uma uretroplastia de correção de um problema que nasceu com ele.
Envelheci brutalmente nestes 6 anos mas nada me tira o que a vida me ensinou... relativizar, aproveitar, viver, sentir, ouvir, fazer o que realmente gostamos (mesmo que por vezes tenhamos que esperar mais do que seria desejável).
A melhor herança que deixamos aos nossos filhos são as memórias... tenho feito por lhes dar as melhores!♥️

Um beijo no coração,
Rita 

2009 - 2019

















11 anos a dia 11!

Querido João,

Há 11 anos, naquele instante entre conhecer-te e guardar as horas do teu nascimento, percebi que tudo fazia sentido! Tudo passou a fazer ainda mais sentido!
Nasceste e ficaste uns minutos no meu peito de olhos abertos. Toquei-te, fiz-te festinhas, dei-te beijinhos nos pés, olhámo-nos e tenho a certeza que pensámos o mesmo: nada mais seria igual!
Vinhas pronto para abraçar o mundo. 
Eu - tonta - achava que não, mas estava mais do que pronta para te dar a mão e caminhar contigo pela vida fora.
Nascias tu, meu João Francisco!
Nascia eu de novo a 11 de Agosto de 2008 naquele final de tarde que me mudaria para sempre.
Foste o bebé mais bonito que vi até hoje. O mais bonito!
És um miúdo extraordinário. Não é por seres meu filho, mas és de facto um miúdo incrível. Diferente. Maduro para a idade. Consciente. Demasiado consciente...
Estou-me sempre a repetir, mas a verdade é que foste tu quem me fez ter a certeza que ser mãe é a melhor forma de escrever uma história.  A nossa história.
 Parabéns, meu Amor Maior!!
Que sejas sempre muito feliz (e que continues sempre a andar de mão dada com a mãe e a querer fazer programas a dois)!
Um beijo

A tua

M(ãe)

EDP Cool Jazz - Concerto Jamie Cullum 2019


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SOBRE MIM

RITA MEXIA, 39 anos. Ribatejana de gema. Alfacinha de coração. Mãe do João e do Duarte. M de apelido e mexida por natureza!

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