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Memórias da M por Rita Mexia
Fotografia M | Praia dos Salgados, Agosto de 2019
Estamos de férias e o registo dos últimos dias tem sido, mais ou menos, este:

Mãeeeeeeee....
... tenho fome!
... quero ir à água!
... o que é que há para comer?
... tenho sede!
... tenho frio!
... estou cheio de calor!
... a água está gelado!
... a àgua está óptima!
... a minha toalha tem areia!
... o João bebeu o meu iogurte.
... o Duarte comeu o meu ovo.
... posso comer um gelado? 
... posso comer uma bola de Berlim?
... o que é que há para comer? 
... quero fazer chichi... na casa-de-banho dos rapazes!
... quero fazer cocó... pode ser ali nas dunas?
... o João encheu a minha toalha de areia!
... O Duarte passou por cima da minha toalha!
... tenho fome!
... tenho fome!
... o João atirou-me areia para os olhos!
... O Duarte deu-me um pontapé!
... adoro o João!
... O Micas é tão fofinho!
... vamos já embora da praia? São só 20h!!! Temos que ir já? Só mais um bocadinho... vá lá! Vá lá! Vá lá!...
... posso ver o Luccas Neto no teu telefone?
... o que é o jantar?
... o que é o almoço amanhã?
... posso tomar banho amanhã?
... podemos comer gelado depois do jantar?
... quero as braçadeiras.
... não quero as braçadeiras.
... dás-me dinheiro para comprar uma pulseira para te oferecer?!

E a minha preferida é...
 Mãeeeeeee,
... estou todo assado (enquanto saímos da praia com eles de perna aberta!!!!!!)

Há lá coisa melhor que umas férias destas em família??? Hã?? Há lá coisa melhor que criar memórias??
Nada disso... mas agora a seguir eram só 5 dias enfiada num resort de pulseira no pulso, all inclusive, espreguiçadeira, um livro (ou dois) e a água do mar a uma temperatura que não me deixasse a achar que vou falecer quando mergulhasse (credo que a água do Algarve está um horror...)

Bem, então era só isto!

Boas Férias (boa sorte pais!!) e um beijo no coração a todos! 
#estamosjuntos :)
Rita 




Há um ano tinha a vida virada do avesso. 
Sentia-me física e psicologicamente exausta de um ano pessoal e profissional de loucos. 
A decisão de colocação dos aparelhos auditivos ao Duarte, mudança de casa, sem férias, problemas pessoais que ninguém quer ter, um trabalho e uma equipa que apesar de exigente, foi sempre a minha tábua de salvação e o meu refúgio.
Há um ano não via luz ao fundo do túnel. Não vislumbrava nada de bom, sentia que a qualquer momento iria desmoronar. 
A vida perfeita só existe nos filmes e a verdade, por mais dura que seja, é que são estas provações que nos fazem ver a vida como ele deve ser vista! Imperfeita e avassaladoramente bonita! 
O raio do tempo, como o qual tenho desavenças, acaba sempre por ajudar. Tudo de se encaixa, tudo acalma e tudo se recompõe.
Um ano depois, o Duarte está perfeitamente adaptado aos aparelhos, tomei decisões, implementei-as (algumas ainda em curso) e passei a dar mais importância ao que verdadeiramente importa! 
Se há coisa que vale a pena é viver, portanto, vamos aproveitar que isto de andar por cá, são “2 dias”.
Estamos de férias. Voltámos ao sítio onde fomos felizes! 
Sabem porquê? 
Porque a vida resolve-se sozinha. 
Basta dar-lhe tempo.

Um beijo no coração.
Rita 
Hoje é dia dos Avós.
Os tempos mudaram e os avós da minha infância tornaram-se uma pequena fatia deste amor a tempo inteiro tão bom e importante nas nossas vidas, mas que em nada muda o amor incondicional que une netos e avós.
Os avós que há uns anos criavam filhos duas vezes, são hoje avós com vida própria, onde em muitos casos ambos trabalham e onde a vida ganhou um sabor diferente!
Os avós são pacientes, carinhosos, raramente ralham e veem nos netos o reflexo do tempo que teima em passar.
Os avós deseducam. Os avós são feitos de amor. Deixam-nos fazer tudo. Riem-se de coração com tudo o que fazem ou dizem. Tudo tem graça. Tudo é especial. Tudo neles tem açúcar.
Os avós amam sem medos. Sentem de forma diferente. Vivem os netos com a sensação que a velhice está a chegar e não há tempo a perder. Vivem com sentido. Aproveitam-nos. Cada minuto. Cada segundo. Cada sorriso. Cada gargalhada.
Deixam-nos comer gelado mesmo que a sopa tenha ficado no prato. Fazem canja e frango no forno porque adoram. Os avós carregam-lhes a as mochilas; só porque sim. Levam-nos ao parque, e ao parque e outra vez ao parque só porque pedem com aquele ar, que só os avós conhecem. Permitem-lhes todas as vontades. São avós. E que bom que deve ser este papel! 

Os meus queridos pais
Por vezes tento imaginar-me no papel de avó. 
Como serei? Serei uma avó cool? Uma avó doce? Quererei tê-los sempre por perto?
 Quererei levá-los comigo a conhecer o mundo e aproveitá-los cada minuto que me for possível?
Não sei. Talvez sim. Talvez não.
Não me consigo pôr nitidamente nessa pele, mas tenho para mim que serei uma avó mimalhas, cheia de livros para lhes ler e histórias para contar. Um avó cheia de vida, bonita e arranjada.
Imagino-me a fazer teatros. Montar tendas para o esconderijo dos Dinossauros. Imagino-me a fazer pinturas. Imagino-me, claramente, a escrever um livro com eles. A plantar alfaces. A ensinar-lhes o dom da escrita. Ensinar-lhes as características das aves. A ouvir com eles as músicas que me levam nos sonhos. A passar-lhes valores de amor ao próximo.
Fazer aos meus netos o que os meus pais fazem aos meus filhos.  
É este o ciclo da vida! E que bom que é!!


A doce avó Bia
O querido avô João





Feliz dia dos Avós!!

Um beijo no coração,
Rita 

Imagem | Pinterest
A proximidade do tempo dos 40 anos traz-nos a clara noção que estamos a meio caminho do percurso (quem nos dera que seja mesmo assim!).
Aos 40 começam as visitas regulares aos médicos, as mamografias e ecografias anuais ou semestrais, a “revisão” que nos dá um medo do caraças do resultado, o pânico que alguma coisa não esteja bem a difícil e a dura realidade que, por vezes, não está mesmo tudo bem (connosco ou com alguém próximo de nós).
Com isto, vêm todas reflexões sobre o tempo que perdemos com coisas sem importância, com a vontade de não perder tempo e com a certeza que que não queremos que nos façam perdê-lo.
Andamos todos a reboque do tempo.
Sinto que ando(amos) sempre a reboque. A reboque do trabalho, do tempo dos filhos, das actividades e da vida social dos filhos, do tempo, da urgência de tempo para nós, do tempo que passa rápido demais, da vontade de viajar sem perder tempo, do tão desejado tempo de férias, a reboque do tempo. 
O tempo não dá tréguas ao tempo! 
Por que é que insistimos em deixá-lo passar sem o aproveitar?
O tempo é implacável. É invasivo. É intrometido. 
Entra sem pedir licença. Senta-se sem ser convidado. Instala-se sem que tenhamos tempo de lhe dar permissão. 
Esse intrometido também nos dá tempo para crescer, para ver crescer, para amadurecer, para envelhecer. 
Ter tempo para dar ao tempo é também um privilégio que nunca devemos descurar e devemos respeitar!
Sempre fui ciosa do meu tempo. Gosto de ter tempo para mim. Tempo de qualidade com os meus. Tempo para dar tempo ao tempo. Tempo para curar. Para crescer. Para amadurecer. Tempo para viver.
Preciso de tempo para me encontrar no tempo sem perder tempo!


Boas férias se for caso disso ou bom fim-de-semana!

Um beijo no coração ❤
Rita Mexia











Fotografia | Santarém, 20 de Junho de 2019




Os meus pais fizeram-me uma surpresa e deram “vida” à minha companheira de aventuras nos anos 90... A minha BWS preta de rodas todo-o-terreno!
Foi o presente de aniversário quando fiz 16 anos e ontem, 23 anos depois, voltei a 1996 e aos anos de ouro de uma adulta em construção.
Nunca a quis vender porque achei sempre que um dia ía voltar a andar nela...
Nunca como ontem tanta coisa me tinha vindo à memória!
Ontem senti-me a miúda dos 16 anos, ribatejana de gema, o mesmo blusão de ganga (sim, o mesmo!), cabelos ao vento, a miúda que sacava cavalos e que conduzia, sempre que as descidas permitiam, com os joelhos e mãos nos bolsos desafiando todas as leis e confiante que nunca ficaria sem dentes😍.
A miúda que adorava música; que ouvia Eagles, Gipsy Kings, Supertramp, Phill Collins, Joe Dassin (se alguém souber quem é, ponha o dedo no ar!) Gal Costa, Rick Astley, que chorava ao som de Bryan Adams, que tinha todos os discos dos Onda Choc, que era a fã nº 1 das Bananarama e das Wilson Phillips, que tinha cassetes VHS da Kim Wilde e da Kyllie Minogue, que não estudava sem ser a ouvir música, e que ouvia em repeat as vezes que a vontade lhe desse a música preferida: Nowhere Fast (streets of fire) dos Fire Inc!
A miúda que todos os dias escrevia cartas que entregava às amigas e que algumas retribuíam; não quebrando o ciclo.
A miúda loira com mau feitio, com amigos que tinha a certeza que seriam para a vida, uma aluna média, consciente, responsável, uma miúda que fez coisas de que não se orgulha, mas que a fizeram ser uma adulta melhor. A miúda não consensual, nariz empinado, mas empática e simpática.
A miúda apaixonada, que dançava Sevilhanas, que vivia a vida com o coração feliz aos pulos num trampolim, a miúda que tinha em si todos os sonhos do mundo.
A miúda que devorou os livro "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco e "Os Maias" de Eça de Queirós, e ainda hoje são duas das suas obras de eleição.
A miúda que, no pico de calor de Santarém, tomava banho de balde na varanda e apanhava sol como se estivesse nas Caraíbas.
A miúda que ia para o Q.B em Almeirim, para a Horta da Fonte no Cartaxo e que nada a demovia do que queria muito.
A miúda que aos 16 anos sonhava ser Psicóloga, fazer voluntariado em África, ser independente, casar e ser mãe.
A mota deu à miúda que vejo lá atrás, a liberdade controlada que precisava para crescer, deu-lhe a confiança dos pais (tão importante naquela altura de construção), a responsabilização, a noção que nada se tem sem esforço, a possibilidade de viver a felicidade de andar sobre rodas, viver a adrenalina do improviso; sem nunca fugir do risco.
Olho para ela e digo-lhe hoje com toda a certeza do mundo:

"Eras tão gira e tão feliz, miúda!
 Só não sabias quanto!!"

Obrigada aos meus pais por este miminho aos 39 anos.
Fiquei feliz como no dia em que fiz 16 anos, que dei pulos de contente quando vi a chave da minha mota, que vibrei com a surpresa na garagem, que senti uma adrenalina sem fim, que agradeci o esforço que fizeram para me dar aquela alegria, que sou eternamente grata pelos pais maravilhosos que me calharam em sorte.
Obrigada!!! Obrigada!! Obrigada!!
Um beijo no coração,
Rita 
Fotografia | Santarém, 20 de Junho de 2019

Fotografia | Luís Silva Campos Photography
E há 5 anos, começou esta aventura! 
5 anos de blogue, 5 anos de diversão, de pessoas que entraram na minha / nossa vida, 5 anos de aperfeiçoamento da escrita, de aprendizagem, de conhecimento, de certeza que isto de ter um blogue tem muito que se lhe diga, 5 anos de muitas memórias para guardar e outras para partilhar.
Há 5 anos dei um salto sem rede, sem medos, despretensioso, humilde, sem forma... comecei este blogue sem qualquer expectactiva, sem noção nenhuma do que por aí vinha!
Parabéns a todos os que desse lado me acompanham desde o primeiro post (ou desde o último).
 A todos, muito obrigada por esta mão cheia de anos de partilha e emoções!
 Parabéns a nós!
 Um beijo no ❤
A vossa,
M


Verão 2018


6 anos de vida.

São 6 anos de um miúdo resiliente, lutador, cheio de vida, uma capacidade inata de ultrapassar barreiras, não olhar às diferenças, dar lições contra o preconceito.

6 anos de ti. 6 anos de mim!

Há 6 anos tornei-me uma mulher diferente, uma mãe com uma visão muito mais clara, uma pessoa muito melhor.

Contigo aprendi a relativizar, a não desistir, a ver sempre o lado B(om) da vida, mesmo quando tudo me pareceu apenas uma nuvem negra e triste.

Um Ser tão pequenino e tão grande em generosidade, força e bondade (e em mau feitio, também)!

És resiliente. Tímido ao primeiro impacto. Um furacão de emoções!

Gostas com todas as tuas forças de jogar Rugby, gostas da natação, gostas de flores, de cores, gostas de jogar à bola, gostas do Benfica, mas às vezes também gostas do Sporting. Dizes que gostas "do Desporto" e eu, gosto disso em ti! 

Gostas de sopa. Qualquer sopa! Gostas pão "sem nada", adoras leite com torradas.

Vives o Inverno a perguntar se podemos ir à praia. Vives o Verão feliz no mar!

Gostas de sol, de areia, gostas de bolas de Berlim (de Berlinde como dizes!), gostas de andar descalço, adoras balões, gostas de pintar, gostas de desenhar, gostas de amarelo (é a tua cor preferida), vibras com o arco-íris, não gostas do escuro, gostas de bolas de qualquer tamanho e adoras chocolate preto (herança de mãe).

Desde que os sons começaram a dar sentido à tua vida, adoras a “História” que todas as noites  te conto antes de adormecer, o som das cigarras que nos lembram que o Verão está à porta, o som do mar, da chuva, dos passarinhos a cantar.

Gostas de abraços e de amassos. És de toque de beijinhos e carinhos. 
Há 6 anos deste ao João a alegria de ter um irmão e tornaste-te o maior desafio da sua vida... proteger-te debaixo da sua asa... levar-te com ele nos sonhos!

Nasceste tu - meu amor mais pequenino - renasci eu e vieste trazer-me a certeza absoluta (porque certeza eu já tinha!) que ser mãe é a melhor forma de escrever uma história. 
A nossa história. 

Parabéns Micas, Mi, Mizinho, Mimi, Migalhas, Zé,  Zé Miguel, Xavier, Miguel, João, José, e tantos outros nomes que te chamo e que tu respondes sempre com um sorriso como se esse, fosse o teu nome!

Um beijo no ❤, meu Duarte!

Meu bebé mais querido!

A tua,
M(ãe)

Fotografia | Isabel Saldanha
Hoje é dia International da Criança.
Um dia que gosto particularmente.
Todos sabemos que dia da Criança são todos os dias, todos sabemos que as crianças são o melhor do mundo, todos sabemos que as crianças são o futuro e todos sabemos de cor e salteado o direitos das crianças.
Faço questão de explicar aos meus filhos que nem todas as crianças são felizes como eles, que nem todas as crianças têm a mesma sorte que eles e que há crianças que vivem com muito menos do que eles. 
Neste dia, que é deles e que eu tanto gosto, faço questão de lhes mostrar que ser criança é a melhor fase da vida, que ser criança é viver sem medo, é acreditar, é perceber que os adultos (por vezes) também sabem ser crianças e também brincam, que ser criança é ser reflexo de amor, é viver (n)a fantasia, é ser inocente, ser honesto, é ser transparente.  
Ser criança é viver de forma intensa e sem barreiras, é dormir na cama dos pais, é sentir sem limites, é aprender a gerir frustrações, é viver sem preconceitos, é viver sem olhar às diferenças. 
Ser criança é brincar às lutas com o(s) irmão(s), é andar à chapada para depois fazer as pazes fortalecendo laços que se firmam pela vida fora. Ser criança é brigar, amar e treinar competências sociais, é ser imensamente feliz, é sentir (tudo), é fazer birras, é fugir da mãe no supermercado, é pregar sustos aos pais, é experimentar, é ser curioso, é querer conhecer, é sonhar acordado, é querer mudar o mundo, é viver sem limites!
Feliz dia da Criança! Hoje e sempre!
❤ ❤
Um beijo no coração
Rita 

Este texto, hoje, é para todas as pessoas que aqui chegam directamente, sem passar pela via das redes sociais!
Para aqueles que cá vêm ver se escrevi, se tenho novidades, se estou bem!
Sabem que mais? Vocês são os melhores “seguidores” porque o fazem sem o estímulo de uma fotografia que aparece no feed de notícias e que cria a vontade em clicar para ler. Vocês vêm por livre vontade. Vêm pelo próprio pé, vêm à procura de me ler e isso é tão bom de sentir.
As “estatísticas” (a que ligo pouco) são, no entanto, um bom barómetro.
 Sem saber quem são todos, sei que há quem cá venha espreitar todos os dias.

Hoje, este texto é para vocês (privilégios de quem me quer bem), escrito há muito tempo, escrito com o coração na ponta dos dedos, escrito com emoção.
 Uma história criada na minha cabeça e no meu coração e que um dia, quem sabe, será capítulo de um livro... 

Um lugar chamado Amor 
"Todos os dias à hora certa ela ía ao mesmo café. Todos a conheciam por lá.
Sempre bem vestida, bem maquilhada, perfumada e uma simpatia que transmitia a simplicidade, a graciosidade e a leveza do seu corpo.
40 anos. Elegante. Sorriso rasgado. Contagiante. Uma mulher bonita.
Um dia, ele entrou pela porta e os olhos cruzaram-se. 
Ela gelou.
Ficaram lado a lado. Ficaram ambos sem chão. 
Ele tremeu.
Nesse dia, o pensamento não se desviou um do outro. 
Uma química avassaladora tomou-os de assalto e naquele dia frio de Fevereiro ela sentiu-se viva novamente, e ele sentiu que a vida lhe estava a dar um sinal.
Passaram meses em que ela continuou a entrar pela porta do café à hora certa e ele passou a ir à mesma hora certa só para a ver entrar, sorridente.
Ela: Teresa.
Ele: Miguel.
A Teresa; tomava café em chávena fria, tinha um perfume doce e suave, tão doce como o olhar que o penetrava cada vez que o encontrava.
Casada. 3 filhos. Advogada.
O Miguel; rapaz simples e despretensioso. Bonito e sorriso firme.
Solteiro, 35 anos, um casamento em promessa, uma chama apagada.
Passaram meses 
até que um dia ganharam a coragem que há muito desejavam ter.
Um dia - sem palavras - encontraram-se e tudo ficou para depois do abraço, depois do beijo, do toque, da pele, do sorriso genuíno, do olhar doce. 
O olhar não precisava de palavras. Apenas precisava de se sentir. Precisava de se encontrar. 
O tempo passou... tudo se acomodou. O tempo voou.
Anos mais tarde, um dia sem razão, afastaram-se. 
E a vida que tinham e que era o mundo paralelo e o refúgio deles, tornou-se pequena. Tornou-se Insuportável. Sufocante.
 A vida de ambos - quase - perdeu o sentido. A vida, naqueles intermináveis meses de solidão e afastamento, parecia ser feita de dias que nunca mais acabavam.
Lágrimas secas de uma dor que lhes rasgava o peito, que os apertava com força, que os ia destruindo por dentro enquanto a aparência nunca transparecia a tristeza que tinham dentro de si.
O afastamento ditou silêncios, ditou palavras que ganharam “sentido” e outras palavras que proferiram sem pensar e que magoaram a alma.
Pareceu ser tudo isto e, na verdade, foi. Porque a vida deles nunca mais foi a mesma desde aquele dia, em que se cruzaram no café, por acaso. Num acaso feliz, que mudou as suas vidas. 
Feliz, porque os mudou.  Feliz porque tudo mudou, para sempre."

Um beijo no coração,
Rita 





Há uns dias partilhei esta reflexão no meu instagram e deixo-a hoje para que se quem me lê por aqui se possa manifestar também :)

Há umas quantas páginas que sigo apenas para ter a certeza que se alguma vez fizer aquelas figuras, me podem internar.
Pessoas em geral que se tratam por “a pessoa” (não é uma nem duas...), que falam horas para um telemóvel como se estivessem a falar com pessoas de carne e osso, mulheres que reclamam que o trânsito é caótico a caminho do cabeleireiro e depois da massagem, que estão sempre de rastos porque tiveram um dia mega cansativo entre cabelos, unhas, tratamentos e eventos, que a chuva é uma maçada porque não deixa fotografar o outfit do dia, que são paus de virar tripas, mas que insistem em precisar de atenção e toca de publicar fotos em poses, que reclamam dos eventos que são uma canseira, que se tentam evidenciar partilhando que escrevem imenso (e por aí adiante), por favor, pensem que a maioria de quem vê, repele essa merda!!! Isso não cria identificação porque a maioria das pessoas, tem uma vida bem diferente!
Nada contra as mulheres, não estou a atacar ninguém (escusam de tentar!), simplesmente acho que poderá haver muitas pessoas que até se podem ofender com tanta falta de noção. A vida real é outra coisa!
Já sei... dir-me-ão... então não vejas! Mas eu vejo...
Não tenho uma vida fácil, mas também sei que tenho uma vida normal como a maioria do comum dos mortais!
É mais ou menos isto...
Acordamos todos cedo, deixo os meus filhos na escola, apanho trânsito (muito!), vou trabalhar e passo, no mínimo, 9 horas no escritório, apanho trânsito no regresso, vou buscar os meus filhos à escola já perto das 19H, levo-os às mil actividades que têm durante a semana, chego a casa e há banhos para dar e jantar para fazer, roupa para tratar e crianças para adormecer.
Reclamo - como a maioria de quem vive numa grande cidade - do trânsito, do cansaço, das olheiras até aos joelhos, do pouquíssimo tempo de qualidade com os (meus) filhos, mas nada na vida me tira o prazer de trabalhar, de conversar diariamente com gente ao vivo e a cores, de interagir e ter uma vida!
Só só eu a achar que há por aí meia dúzia (sendo modesta) de pessoas que vivem noutro mundo achando que a vida se faz atrás de um telemóvel tendo necessidade de apregoar que trabalham imenso?  
#soquenão!

Esta foi a reflexão de uma mãe cansada (esgotada, diria mais) numa sexta-feira à noite.

Era só isto. Obrigada por terem lido até ao fim!

Um beijo no coração,
Rita



Ser Mãe!
A pele que melhor me assenta!
Sou a mãe que falha, que chora, que explode de orgulho, que ralha, que reclama, que ampara, que tem sempre um abraço, um beijo (ou mil!) que adia sonhos pelos filhos, que vive em pleno e consciente que os filhos são melhor legado, que se assume como mãe galinha! Com orgulho!


A minha Mãe não é a melhor do mundo, mas é e foi sempre a melhor que conseguiu ser!
Tenho na minha Mãe o melhor exemplo, a minha melhor amiga, a que tem sempre um abraço pronto, a Mãe que diz meias verdades para me proteger, a minha Mãe! A Minha Mãe é quem não vivo sem!!






Feliz Dia da Mãe!!
Todos os dias!

Um beijo no coração.
Rita 


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SOBRE MIM

RITA MEXIA, 39 anos. Ribatejana de gema. Alfacinha de coração. Mãe do João e do Duarte. M de apelido e mexida por natureza!

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