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Memórias da M por Rita Mexia


À medida que as semanas foram passando fomos, gradualmente, habituando o corpo ao confinamento, ao Teletrabalho, à Teleescola, à ausência dos nossos, à distância dos abraços de quem mais gostamos, aos mil grupos criados para um contacto forçado, ao sentimento de objectivo social em direcção a uma “normalidade” que nunca mais será igual... mas a alma, essa, ficou presa lá atrás.
Assusta-me que aí vem… o pior ainda está para vir. Não o pior da Pandemia, mas o pior dos danos colaterais que estes meses deixaram em todos nós.
Ninguém me diga que vamos sair melhores disto... óbvio que não vamos!
Ninguém vai acordar um dia e ouvir nas notícias: 
“É hoje! Acabou! Podem voltar à vossa vida”.
Isto não tem dia e hora e marcada e é este sentimento que me assusta…
O que será aceitável para mim, poderá não ser para o outro e teremos que respeitar o espaço vital de cada, mais do que nunca.
Vêm tempos de quebra de afectos. Vamos viver de abraços contidos, num afastamento medido a fita métrica, vamos andar vestidos de máscaras em pendant camufladas numa segurança aparente, os cumprimentos firmar-se-ão à distância de um olhar; e arrisco a dizer que nos faltará colo para tanto pensamento premeditado.
Os assépticos tomarão conta da nossa vida para que possamos (sobre)viver.
 São as contingências de sermos um bocadinho mais livres em Estado de calamidade mas são estas contingências que nos limitarão a acção de sermos nós próprios.
 O Verão será vivido de forma intermitente. A praia e os banhos de mar serão controlados. O tempo passará a ter outro sabor.
Nada mais será como antes... 
Impuseram-nos o medo e a reclusão sem data de fim e agora querem dar-nos as cores do verão de repente.
Vamos viver um mundo mascarado, com um inimigo invisível à espreita, numa aparente acalmia que é conforto e bálsamo para a alma, mas perigosa para a carne sedenta de vida, sol, de braço dado e abraços genuínos.

A vida são dois dias... mas vamos com calma para não voltarmos todos para casa antes de dourar a pele ao sol, abraçar os nossos, voltar à rotina! 

Um beijo
Cuidem-se!

Rita 
  




Dia da Mãe - 03 de Maio de 2020
Dia da Mãe 2019

Dia da Mãe - 2014/2015/2016/2017/2018

Um dia da Mãe mais triste, mas igualmente recheado de amor.
Falta o abraço da minha mãe.
Acho que em 40 anos nunca passei um dia da Mãe longe da minha.
Já falta pouco para o merecido beijo e abraço.
Feliz Dia da Mãe!





Um beijo no coração!
Fotografia | Isabel Saldanha



30 dias riscados no calendário desde o início de todo este processo. 30 dias que já foram com as bolas de sabão.
Dia de Páscoa. Sem fotografia bonita do dia nem do almoço de família nem da caça aos ovos.
Não é mau feitio (fizemos tudo isso) nem má relação com tudo o que estamos a viver, é apenas a sensação que dar um ar de normalidade ao que tem tudo menos normal, não me faz grande sentido.
Não estou em negação (nem em depressão😉), mas estou consciente da dificuldade da gestão de toda esta situação, das saudades que tenho da minha família, dos meus amigos, da rotina (minha e deles), e do positivismo que todos temos que ter e encontrar a cada dia que passa para que passe rápido!
Não sou a mãe perfeita que faz mil actividades com os filhos, que gere a casa, o teletrabalho exigente, a exigência da escola, que faz trabalhos manuais e bolachas em forma de coração nem tão pouco  temos um arco íris lindo e maravilhoso à janela. Vamos ficar todos bem? Vamos ficar bem se nos mantivermos seguros, mas nunca mais nada será igual. Nada será igual...
Sou a mãe que tem dias bons e outros menos bons, que anda de rastos com o trabalho a mil à hora, que não se maquilha nem veste roupa bonita todos os dias, que varre a casa 10 vezes por dia e que partilha e divide tarefas para ser mais fácil para todos.
Sou a mãe que os deixa ver tablet para descansar, que faz um bolo em menos de 10 minutos, a mãe que põe os phones com música alta para que a música a leve nos sonhos, a mãe que sabe que eles estão a amar este tempo com os pais e que sabe que nunca mais vamos ter tanto tempo para estarmos todos juntos. Sou a mãe que olha para os filhos e se delícia com as gargalhadas, com a alegria de estarmos debaixo do mesmo tecto com saúde, mas tb sou a mãe que manda uns berros quando tudo começa a desabar e bebe um copo de vinho para desanuviar.
Acho que sou uma mãe igual às outras. Não as super mães das redes sociais... mas as outras mães. Todas. ♥️





Um beijo no coração.
Rita

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SOBRE MIM

RITA MEXIA, 40 anos. Ribatejana de gema. Alfacinha de coração. Mãe do João e do Duarte. M de apelido e mexida por natureza!

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