O tempo dos 40...

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A proximidade do tempo dos 40 anos traz-nos a clara noção que estamos a meio caminho do percurso (quem nos dera que seja mesmo assim!).
Aos 40 começam as visitas regulares aos médicos, as mamografias e ecografias anuais ou semestrais, a “revisão” que nos dá um medo do caraças do resultado, o pânico que alguma coisa não esteja bem a difícil e a dura realidade que, por vezes, não está mesmo tudo bem (connosco ou com alguém próximo de nós).
Com isto, vêm todas reflexões sobre o tempo que perdemos com coisas sem importância, com a vontade de não perder tempo e com a certeza que que não queremos que nos façam perdê-lo.
Andamos todos a reboque do tempo.
Sinto que ando(amos) sempre a reboque. A reboque do trabalho, do tempo dos filhos, das actividades e da vida social dos filhos, do tempo, da urgência de tempo para nós, do tempo que passa rápido demais, da vontade de viajar sem perder tempo, do tão desejado tempo de férias, a reboque do tempo. 
O tempo não dá tréguas ao tempo! 
Por que é que insistimos em deixá-lo passar sem o aproveitar?
O tempo é implacável. É invasivo. É intrometido. 
Entra sem pedir licença. Senta-se sem ser convidado. Instala-se sem que tenhamos tempo de lhe dar permissão. 
Esse intrometido também nos dá tempo para crescer, para ver crescer, para amadurecer, para envelhecer. 
Ter tempo para dar ao tempo é também um privilégio que nunca devemos descurar e devemos respeitar!
Sempre fui ciosa do meu tempo. Gosto de ter tempo para mim. Tempo de qualidade com os meus. Tempo para dar tempo ao tempo. Tempo para curar. Para crescer. Para amadurecer. Tempo para viver.
Preciso de tempo para me encontrar no tempo sem perder tempo!


Boas férias se for caso disso ou bom fim-de-semana!

Um beijo no coração 
Rita Mexia











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