Marriage Story



Já li de tudo sobre este filme.
Os que adoraram, os que se identificaram, os que não gostaram e ponto final, os que gostaram mais ou menos, os que não passaram pela situação mas sentem como se fossem eles, os que apenas apreciaram a prestação das personagens…
Este filme entra, para mim, para a categoria dos melhores de 2019.
Não pela excentricidade dos cenários, ou pela caracterização das personagens, mas pela história, pelos silêncios que dizem tanto, pela interpretação brilhante, pela capacidade de tornar um tema tão comum na história de vida de tantas pessoas. 
Este é um filme carregado de emoção pelos filhos que não se quer perder e pela sensação de fracasso de algo que não se controla.
Aparentemente é “só” a história de um divórcio, mas é muito mais do que isso.
É a história real de tantas famílias ,o despertar para as fraquezas e desejos individuais, a vontade inequívoca de ser feliz.
É a história de amores que não acabam em si, mas que destroem se estiverem juntos.
O que mais me marcou no filme foram os silêncios, a manipulação, o olhar para o outro e pensar “como te tornaste nesta pessoa? não foi contigo que me casei!”, a tentativa desenfreada de ganhar corpo, vida, viver em de vez de sobreviver, permitir-se sentir e acima de tudo, libertar-se de preconceitos e estigmas de que o casamento é “para a vida toda”.
Cenários despidos de quase nada porque é preciso pouco para chegar onde se quer quando se quer muito.
Cenas centradas nas personagens despidas de maquilhagem, vulneráveis, conscientes e carregadas do peso que é o desmantelar da Família que se construiu.
É na cena final que tiro o melhor do filme.
O respeito, o amor que nunca acaba, o olhar de contemplação, a certeza de que o que virá será melhor.
E o “viveram felizes para sempre” também se pode aplicar! 
Basta aceitar e vê-lo dessa forma.

Um beijo no coração,
Rita 

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